Musica da Semana

Continuamos nossa série, com o Coral da Diocese de Roma cantando a Antífona Pueri Hebraeorum, mais uma vez observamos a alternância entre a Antífona Gregoriana e a Salmodia Polifônica, neste caso a Salmodia é uma composição do Mons. Marco Frisina, além de ser o regente deste coral ele é um dos precursores deste estilo musical.
SALVE MARIA !!!

Missa da Solenidade da Assunção de Nossa Senhora

No dia 19/08, Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, a Santa Missa será excepcionalmente  às 16:00 horas.
Às 9:00 horas teremos exposição e adoração ao Santíssimo Sacramento.

Esta alteração acontecerá apenas no dia 19, nos demais domingos a Missa permanece às 9:00 horas como de costume.

SALVE MARIA !!!

Música da Semana

A partir deste domingo , iniciamos uma serie de postagens com vídeos extraídos do Youtube, queremos com esta série mostrar um pouco do trabalho que está sendo realizado por diversos corais brasileiros. Sempre aos Domingos publicaremos um vídeo, iniciamos nossa série com o Coro da Arquidiocese de Campinas cantando Veni Creator Spiritus.
Podemos observar a alternância entre a melodia Gregoriana Tradicional e o canto polifônico, isto tem sido comum nas Missas cantadas pelo Coro da Capela Sistina e alguns grupos têm adotado esta forma de cantar.
Lembramos ainda que nossos leitores poderão sugerir videos para serem publicados nas próximas semanas, e também os corais poderão enviar gravações mostrando o seu trabalho.

SALVE MARIA !!!

INTRODUÇÃO AO ESPÍRITO DA LITURGIA ( parte 2 )

por Mons. Guido Marini


Mestre de Cerimônias das Celebrações Litúrgicas do Papa

Proponho focar em alguns aspectos ligados ao espírito da liturgia e refletir sobre eles convosco; na verdade, pretendo abordar um aspecto que vai exigir bastante de mim. Não apenas porque é uma tarefa exigente e complexa falar sobre o espírito da liturgia, mas também porque muitas obras importantes sobre este assunto já foram escritas por autores de alto calibre inquestionável em teologia e liturgia. Penso em duas pessoas em particular dentre muitos: Romano Guardini e o Cardeal Joseph Ratzinger.

Por outro lado, atualmente é mais do que necessário falar sobre o espírito da liturgia, especialmente para nós membros do sacerdócio sagrado. Mais ainda, há uma necessidade urgente de reafirmar o “autêntico” espírito da liturgia, tal como está presente na tradição ininterrupta da Igreja e atestado, em continuidade com o passado, nos ensinamentos mais recentes do Magistério: desde o Concílio Vaticano II até o presente pontificado. Uso a propósito a palavra “continuidade”, uma palavra muito querida pelo nosso atual Santo Padre. Ele tem feito desta palavra o único critério fidedigno pelo qual alguém pode interpretar corretamente a vida da Igreja, e mais especificamente, os documentos conciliares, incluindo todas as reformas propostas contidas ali. E como poderia ser diferente? Poderia alguém falar de uma Igreja do passado e de uma Igreja do futuro como se alguma ruptura histórica no corpo da Igreja tivesse ocorrido? Poderia alguém dizer que a Esposa de Cristo viveu sem a assistência do Espírito Santo em algum período particular do passado, de maneira que sua memória devesse ser apagada, esquecida propositalmente?

Mesmo assim parece às vezes que alguns indivíduos são verdadeiramente partidários de certa forma de pensar que pode se definir justa e propriamente como uma ideologia, ou melhor, uma noção preconcebida aplicada à história da Igreja que não tem nada a ver com a verdadeira fé.

Um exemplo do fruto produzido por essa ideologia enganadora é a distinção recorrente entre a Igreja pré-conciliar e a pós-conciliar. Tal maneira de falar pode ser legítima, mas apenas na condição de que não se entenda com isso duas Igrejas: uma pré-conciliar, que não tem mais nada a dizer ou a dar porque está ultrapassada, e uma segunda, a Igreja pós-conciliar, uma nova realidade nascida do Concílio e, por seu presumido espírito, sem continuidade com o seu passado. Esta maneira de falar e ainda mais, de pensar, não deve ser a nossa. Além de estar incorreta, já está superada e é antiquada, talvez sendo compreensível de um ponto de vista histórico, mas conectada a um período da vida da Igreja agora já concluído.

O que discutimos até agora com respeito a “continuidade” tem alguma coisa a ver com o assunto que nos foi pedido tratar nesta palestra? Sim, completamente. O autêntico espírito da liturgia não habita onde não é abordado com serenidade, deixando de lado todas as polêmicas com respeito ao passado recente ou remoto. A liturgia não pode e não deve ser uma ocasião de conflito entre aqueles que acham bom só o que veio antes de nós e aqueles que, pelo contrário, quase sempre acham ruim o que veio antes. A única atitude que nos permite ater-nos ao autêntico espírito da liturgia, com alegria e apreciação espiritual verdadeira, é considerar a liturgia do presente e do passado da Igreja como o mesmo patrimônio em contínuo desenvolvimento. Em consequência, trata-se de um espírito que temos que receber da Igreja e que não é fruto de nossa própria fabricação. Um espírito, posso acrescentar, que leva ao que é essencial na liturgia, ou, mais precisamente, à oração inspirada e guiada pelo Espírito Santo, em quem Cristo continua a se tornar presente para nós hoje, a emergir em nossas vidas. Na verdade, o espírito da liturgia é a liturgia do Espírito Santo.

Não tenho aqui a pretensão de abordar com profundidade o assunto proposto, nem de tratar todos os diferentes aspectos necessários para um entendimento panorâmico e completo da questão. Limitar-me-ei a discutir apenas uns poucos elementos essenciais à liturgia, especificamente com referência à celebração da Eucaristia, tal como a Igreja os propõe, e da forma como tenho aprendido a aprofundar meu conhecimento a respeito deles nestes dois últimos anos a serviço de nosso Santo Padre, Bento XVI. Ele é um autêntico mestre do espírito da liturgia, seja pelos seus ensinamentos, seja pelo exemplo que dá na celebração dos ritos sagrados.

Se, durante o curso destas reflexões sobre a essência da liturgia, eu apontar certos comportamentos que não considero em completa harmonia com o autêntico espírito da liturgia, farei isso apenas como uma pequena contribuição para fazer este espírito aparecer sempre mais em sua beleza e verdade.

Nós Cristãos,não podemos viver sem a Santa Missa

No século III, o Imperador Galério, numa perseguição feroz contra a Igreja, proibiu todas as manifestações de culto e ordenou que se fechassem todas as igrejas. Ainda assim, os cristãos continuaram a celebrar a Santa Missa secretamente e certa vez os soldados do imperador prenderam 34 homens e 19 mulheres que assistiam à celebração. Compareceram todos a presença do imperador que, ao saber do "crime", mandou que um deles fosse açoitado.
Nisso, uma jovem aproximou-se e disse-lhe:
- Por que você açoitou um de nós. Todos nós somos cristãos. Todos nós estávamos assistindo a Santa Missa. O imperador indignou-se e mandou açoitá-la também.

Em seguida, um senhor mais velho também aproximou-se dele e disse, com dignidade:
-Por que você nos pune? Não somos ladrões nem assassinos. Cumprimos a Lei de Deus
- Não existe outra lei senão a minha- disse o imperador-, perturbado com o domínio e a segurança daquelas pessoas.

As torturas a que foi sujeitando uns e outros não os intimidavam como acendiam mais e mais o zelo e o desejo de serem testemunhas de Cristo.
Aproximou-se ainda outro e disse:
-Eu também sou discipulo de Cristo. Era na minha casa que a Missa estava sendo celebrada.
-E por que você deixou que isso acontecesse conhecendo a minha proibição? disse o imperador
-Por que nós acreditamos que acima da autoridade de César, está a autoridade de Deus. E, além disso, NÓS CRISTÃOS, NÃO PODEMOS VIVER SEM A SANTA MISSA.

Esgotado e com a sensação de fracasso, o imperador ordenou que os encarcerassem e os deixassem morrer de fome. E assim aconteceu; tudo porque "não podiam viver sem a Missa". Que bom seria se também nós pudessemos dizer o mesmo.

fonte: CATECISMO DA SANTA MISSA, Paulo Monteiro Ramalho