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O céu que o Salvador nos trará

Os primeiros grandes escritores cristãos insistiam em falar do Céu como visão de Deus. Para eles, a Vida eterna consiste, em ver a Deus; e esta visão dá ao homem a vida do próprio Deus, aquela Vida plena, total e feliz. É esta visão de Deus, comunhão com ele, que dará ao homem a imortalidade. Vejamos bem: o homem não é primeiramente imortal e depois vê a Deus; é o contrário: seremos imortais precisamente porque veremos a Deus! É esta visão de Deus que é fonte de imortalidade, de vida plena! Assim dizia Santo Irineu, no século II: “Todos aqueles que vêem a Luz estão na Luz. Quem vê a Deus percebe a sua Glória: o que dá a Vida é a Glória de Deus. Deus dá a Vida a quem o contempla e o vê”.
Outra idéia que aparece entre os primeiros escritores cristãos é a do louvor e do gáudio, da alegria. Santo Agostinho dizia, no século V: “A exultação da nossa Vida eterna será o louvor de Deus, para o qual ninguém estará preparado se não se exercitar desde agora”; “Lá veremos a Deus e louvaremos! Nem toda a alegria entrará em nós, mas nós entraremos totalmente na alegria!” O céu, portanto, será louvor e alegria, plenitude completa: estaremos completamente imersos na alegria! Por isso, Santo Hilário, no século V, afirmava: “Não haverá nada o que desejar porque não faltará nada!”
São Tomás de Aquino, o grande teólogo medieval, explicava que o homem, com suas forças, não poderia chegar a Deus, jamais poderia contemplá-lo. O homem não pode nem merece ver a Deus; somente pela graça de Cristo é que chega ao Pai. E ver a Deus é a realização plena do homem, é ser ele mesmo, é ser feliz! Lembre-se, meu Leitor, que “ver a Deus” significa estar na comunhão com ele, como quem vê a luz está dentro da luz, cercado, envolvido pela luz!
Mas, como poderemos ver a Deus, o Pai? Veremos a Deus porque estamos enxertados em Cristo ressuscitado, estamos unidos, inseridos no seu Corpo ressuscitado por obra do Espírito Santo. Não dá nem para imaginar como será isso, mas que será, será! Então, pelo Cristo, plenos do Espírito, veremos a Deus Pai! Vejamos o que dizem alguns dos antigos escritores cristãos: “Deus será visto no reino dos céus... E o Filho conduzirá ao Pai” (Santo Irineu); “Na pátria celeste estão todos os justos e santos, que desfrutam do Verbo de Deus” (Santo Agostinho). Que beleza a afirmação de Agostinho! Nossa felicidade é desfrutar do Verbo, do Filho de Deus: estar com ele é o paraíso, como ele disse ao ladrão. Também S. João Damasceno explicava que o resplendor da glória é estar com Cristo: “Os que fizeram o bem, resplandecerão como o sol... com Nosso Senhor Jesus Cristo”.

Finalmente, São Cipriano, o santo Bispo de Cartago, no século III, afirmava: “Quem não deseja ser transformado e transfigurado o quanto antes à imagem de Cristo? Cristo, o Senhor... roga por nós para que estejamos com ele e com ele possamos nos alegrar na morada eterna e no reino celeste. Quem quiser chegar ao trono de Cristo... tem que manifestar alegria somente na promessa do Senhor”.
Vale a pena, ainda, refletir sobre um importante documento da Igreja a respeito da Vida Eterna. Trata-se da Constituição Benedictus Deus, do Papa Bento XII, do século XIV. Aí a Igreja ensina, pela boca do Sucessor de Pedro, que veremos a Deus e isto é o céu. Mais ainda: esta visão, esta comunhão com Deus vai nos dar um gozo sem limites, um gozo que é descanso eterno para o nosso coração, para sempre. O Papa insiste ainda, baseado nas Escrituras e na fé constante da Igreja, que esta Vida eterna começa logo após a morte, uma vez purificados os nossos pecados: estaremos para sempre com Cristo. No Último Dia, quando Cristo se manifestar, nossos corpos também ressuscitarão!
Uma última questão: se o céu é estar com Cristo, então ele não é um lugar?! Recorde: não podemos simplesmente descrever o Além. No entanto, uma coisa é certa. Como já vimos, tudo quanto existe foi criado por Deus, um Deus que não destruirá a sua criação, mas vai levá-la à plenitude. Já falamos, quando tratamos da Vinda de Cristo, sobre o novo céu e nova terra! Ora, toda a criação - e também nossos corpos - será o “lugar” feliz, bem-aventurado, jubiloso no qual viveremos a comunhão com Deus. Assim, se o Céu é uma relação com Deus em Cristo, esta relação, no entanto, não é algo individualista: envolve os outros e toda a criação, renovada e plenificada. Em outras palavras o nosso céu, a nossa comunhão com Deu, terá “algo” de lugar também. Só não é “lugar” no sentido que conhecemos aqui. E como será, então? Não sabemos!

Música da Semana

Na semana em que celebramos a Solenidade de Todos os Santos trazemos a Tradicional Ladainha de Todos os Santos, esta ladainha é cantada em diversas ocasiões como por exemplo: ordenações sacerdotais, profissões religiosas, Vigília Pascal entre outras cerimônias. A relação dos Santos varia de acordo com a ocasião, pode-se acrescentar os padroeiros e outros Santos conforme o costume local.
SALVE MARIA 

Missa de Finados

Na próxima sexta-feira (2/11), comemoração de todos os fiéis defuntos, às 9 horas na Capela de Nossa Senhora de Fátima será celebrada a Santa Missa de Requiem na Forma Extraordinária do Rito Romano.

REQUIEM AETERNAM DONA EIS DOMINE

Capela Nossa Senhora de Fátima
Av. São João S/N
Bairro: São João
Jacareí - SP

Música da Semana

Hoje na Forma Extraordinária celebramos a Festa de Cristo Rei, em comemoração a esta festa hoje trazemos o hino Christus Vincit o video foi gravado no final da Missa de Cristo Rei na República Tcheca no ano de 2009 após o canto podemos ouvir uma improvisação do organista em seu magnífico orgão de tubos.
SALVE MARIA !!!

Missa da Solenidade de N.S Aparecida Padroeira do Brasil

Dia 12/10 (sexta-feira) às 9:00 hs , Santa Missa da solenidade de N.S Aparecida na Capela de N.S de Fátima.
Capela N.S de Fátima
Av. São João  S/N
Bairro: São João
Jacareí- SP

SALVE MARIA !!!

Musica da Semana

Esta semana uma composição de Giovanni Pierluigi da Palestrina, o Credo da missa Papae Marcelle, executado pelo coro da Capela Sistina na Santa Missa da Solenidade dos Apóstolos São Pedro e São Paulo no ultimo dia 29/06. Podemos observar toda a beleza e majestade da autêntica Polifonia Sacra.
SALVE MARIA !!!

O combate do cristão

Das Cartas de São Cipriano de Cartago (200-258), bispo e mártir:


O Senhor quis que nos alegrássemos, que rejubilássemos de alegria quando somos perseguidos (Mt 5,12),porque, com as perseguições, vem-nos também a coroa da fé (Tg 1,12), pois é nessa altura que os soldados de Cristo dão prova do que são, que os céus se abrem ao seu testemunho.

Não pertencemos à milícia de Cristo para vivermos descansados, para repousarmos durante o serviço, quando o Mestre da humildade, da paciência e do sofrimento pertenceu à mesma milícia antes de nós. E aquilo que Ele nos ensinou, que foi o primeiro a cumprir e que nos exorta a cumprirmos também, foi que Ele próprio sofreu antes de nós e por nós.

Para participarem nas competições dos estádios, os homens exercitam-se, treinam, e são objeto de grandes honras quando, diante da multidão, recebem o prêmio. Mas eis aqui uma prova ainda mais nobre e extraordinária, em que é diante de Deus que combatemos, nós que somos Seus filhos, e em que Ele mesmo nos concede a coroa celestial (1Cor 9,25). Também os anjos nos olham e é Cristo Quem nos assiste. Armemo-nos, pois, com todas as nossas forças para travarmos o bom combate, de alma generosa e fé íntegra.

Na cruz do Ressuscitado, toda sabedoria

Dos Escritos de São Boaventura (1221-1274), teólogo franciscano, doutor da Igreja:


Aquele que volta propositada e completamente os olhos para Cristo ao vê-Lo pregado na cruz, com fé, esperança e caridade, devoção, admiração, regozijo, reconhecimento, elogio e júbilo, esse celebra a Páscoa com Ele, ou seja, põe-se a caminho para atravessar o Mar Vermelho graças ao auxílio da cruz (cf. Ex 14,16).

Ao deixar o Egito, entra no deserto para aí provar o «maná escondido» (Ap 2,17) e repousar com Cristo no túmulo, exteriormente como morto, mas experimentando na medida em que os seus progressos lho permitem –o que foi dito na cruz ao malfeitor companheiro de Cristo: «Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso» (Lc 23,43

Nesta travessia, se queremos ser perfeitos, importa abandonar toda a especulação intelectual. Qualquer ponta de desejo deve ser transportada e transformada em Deus. Eis o segredo dos segredos, que «ninguém conhece exceto aquele que o recebe» (Ap 2,17).

Se procuras saber como é que isto se produz, interroga a graça e não o saber, a tua aspiração profunda e não o teu intelecto, o gemido da tua prece e não a tua paixão pela leitura. Interroga o Esposo e não o professor, Deus e não o homem.

Musica da Semana

Esta semana trazemos uma belíssima canção Italiana interpretada pelo coro diocesano di Nola, a musica de J. S. Bach, Quanta sete nel mio cuore. Esta musica também foi cantada pelo Coro da Diocese de Roma na procissão de Corpus Christi deste ano.
SALVE MARIA !!!

Musica da Semana

Na semana em que celebramos a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, mais uma vez um vídeo do Coral da Arquidiocese de Campinas. cantando o Magnificat, uma peça polifônica tradicional muito executada nas Festas Marianas.
SALVE MARIA !!!

Missa da Solenidade da Assunção de Nossa Senhora

No dia 19/08, Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, a Santa Missa será excepcionalmente  às 16:00 horas.
Às 9:00 horas teremos exposição e adoração ao Santíssimo Sacramento.

Esta alteração acontecerá apenas no dia 19, nos demais domingos a Missa permanece às 9:00 horas como de costume.

SALVE MARIA !!!

Vigília em Preparação à Jornada Mundial da Juventude

No próximo Sábado dia 21/07, iniciamos nossa preparação para a Jornada Mundial da Juventude, esta data marca um ano do início do evento.
 Nossa programação terá início às 19 horas com a Santa Missa na forma extraordinária do Rito Romano celebrada pelo Rev. Pe. José Henrique do Carmo, em seguida à Missa exposição e Adoração ao Santíssimo Sacramento.

SALVE MARIA !!!

Capela Nossa Senhora de Fátima
Av. São João   s/n
Bairro: São João
Jacareí- SP

São Tomás de Aquino e a Missa de Corpus Christi

Corria o ano de 1264. O Papa Urbano IV mandara convocar uma seleta assembleia que reunia os mais famosos mestres de Teologia daquele tempo. Entre eles encontravam-se dois varões conhecidos não só pelo brilho da inteligência e pureza da doutrina, mas, sobretudo, pela heroicidade de suas virtudes: São Tomás de Aquino e São Boaventura.

A razão da convocatória relacionava- se com uma recente bula Pontifícia instituindo uma festa anual em honra do Santíssimo Corpo de Cristo. Para o máximo esplendor desta comemoração, desejava Urbano IV que fosse composto um Ofício, bem como o próprio da Missa a ser cantada naquela solenidade. Assim, solicitou de cada um daqueles doutos personagens uma composição a ser-lhe apresentada dentro de alguns dias, a fim de ser escolhida a melhor.
Célebre tornou-se o episódio ocorrido durante a sessão. O primeiro a expor foi Frei Tomás. Serena e calmamente, desenrolou um pergaminho e os circunstantes ouviram a declamação pausada da Sequência por ele composta:
Lauda Sion Salvatorem, lauda ducem et pastorem in hymnis et canticis (Louva, Sião, o Salvador, o teu guia, o teu pastor com hinos e cânticos) ... Maravilhamento geral.
Frei Tomás concluiu: ...tuos ibi commensales, cohæredes et sodales, fac sanctorum civium (admiti-nos no Céu, à Vossa mesa, e fazei-nos coherdeiros na companhia dos que habitam a Cidade Santa).
Frei Boaventura, digno filho do Poverello, rasgou sem vacilações sua composição, e os demais o imitaram, rendendo tributo ao gênio e à piedade do Aquinate. A posteridade não conheceu as demais obras, sem dúvida sublimes também, mas imortalizou o gesto de seus autores, verdadeiro monumento de humildade e despretensão.

Origem da festa de "Corpus Christi"
Vários motivos haviam conduzido a Sé Apostólica a dar esse novo impulso à piedade eucarística, estendendo a toda a Igreja uma devoção que já se praticava em certas regiões da Bélgica, Alemanha e Polônia. O primeiro deles remonta à época em que Urbano IV, então membro do clero de Liège, na Bélgica, analisou de perto o conteúdo das revelações com as quais o Senhor Se dignara favorecer uma jovem religiosa do mosteiro agostiniano de Mont Cornillon, próximo a essa cidade.
Em 1208, quando contava apenas 16 anos, Juliana fora objeto de uma singular visão: um refulgente disco branco, semelhante à lua cheia, tendo um dos seus lados obscurecido por uma mancha. Após alguns anos de intensa oração, fora-lhe revelado o significado daquela luminosa "lua incompleta": ela simbolizava a Liturgia da Igreja, à qual faltava uma solenidade em louvor ao Santíssimo Sacramento. Santa Juliana de Mont Cornillon fora por Deus escolhida para comunicar ao mundo esse desejo celeste.
Mais de vinte anos se passaram até que a piedosa monja, dominando a repugnância proveniente de sua profunda humildade, se decidisse a cumprir sua missão, relatando a mensagem que recebera. A pedido seu, foram consultados vários teólogos, entre o quais o padre Jacques Pantaléon - futuro Bispo de Verdun e Patriarca de Jerusalém -, e este mostrou- se entusiasta das revelações de Juliana.
Transcorridas algumas décadas, e já após a morte da santa vidente, quis a Divina Providência que ele fosse elevado ao Sólio Pontifício, em 1261, tomando o nome de Urbano IV.

Encontrava-se esse Papa em Orvieto, no verão de 1264, quando chegou a notícia de que, a pouca distância dali, na cidade de Bolsena, durante uma Missa na Igreja de Santa Cristina, o celebrante - que passava por provações quanto à presença real de Cristo na Eucaristia - vira transformar- se em suas próprias mãos a Sagrada Hóstia em um pedaço de carne, que derramava abundante sangue sobre os corporais.
A notícia do milagre espalhou-se rapidamente pela região. Informado de todos os detalhes, o Papa mandou trazer as relíquias para Orvieto, com a reverência e a solenidade devidas. E ele mesmo, acompanhado de numerosos Cardeais e Bispos, saiu ao encontro da procissão formada para conduzi-las à catedral.
Pouco depois, em 11 de agosto do mesmo ano, Urbano IV emitia a bula Transiturus de hoc mundo, pela qual determinava a solene celebração da festa de Corpus Christi em toda a Igreja. Uma afirmação contida no texto do documento deixava entrever ainda um terceiro motivo que contribuíra para a promulgação da mencionada festa no calendário litúrgico: "Ainda que renovemos todos os dias na Missa a memória da instituição desse Sacramento, estimamos todavia, conveniente que seja celebrada mais solenemente pelo menos uma vez ao ano para confundir particularmente os hereges; pois, na Quinta-Feira Santa a Igreja ocupa-se com a reconciliação dos penitentes, a consagração do santo crisma, o lava-pés e muitas outras funções que lhe impedem de voltar-se plenamente à veneração desse mistério".
Assim, a solenidade do Santíssimo Corpo de Cristo nascia também para contrarrestar a perniciosa influência de certas ideias heréticas que se alastravam entre o povo, em detrimento da verdadeira Fé.
Já no século XI, Berengário de Tours se opusera abertamente ao Mistério do Altar, negando a transubstanciação e a presença real de Jesus Cristo em Corpo, Sangue, Alma e Divindade nas sagradas espécies. Segundo ele, a Eucaristia não passava de um pão bento, dotado de um simbolismo especial. E em inícios do século XII, o heresiarca Tanquelmo espalhara seus erros em Flandres, principalmente na cidade de Antuérpia, afirmando que os Sacramentos, e sobretudo, a Santíssima Eucaristia, não possuíam valor algum.
Embora todas essas falsas doutrinas já estivessem condenadas pela Igreja, algo de seus ecos nefandos ainda se faziam sentir pela Europa cristã. Assim, Urbano IV não julgou supérfluo censurá-las publicamente, de modo a tirar-lhes todo prestígio e penetração.

O Espírito Santo e o senso de fé do Povo de Deus

Da Constituição dogmática Lumen Gentium sobre a Igreja, do Concílio Vaticano II:

Terminada na terra a obra que o Pai confiou ao Filho, O Espírito Santo foi enviado no dia de Pentecostes a fim do santificar continuamente a Igreja e, por Cristo, no único Espírito, terem os fiéis acesso junto ao Pai. Ele é o Espírito da vida, a fonte de água que jorra para a vida eterna. Por Ele, o Pai dá vida aos homens mortos pelo pecado, até ressuscitar em Cristo seus corpos mortais.
O Espírito habita na Igreja e nos corações dos fiéis como em um templo. Neles ora e dá testemunho da adoção de filhos. Conduz a Igreja ao conhecimento da verdade total, unifica-a na comunhão e nos ministérios, ilumina-a com diversos dons carismáticos e hierárquicos e enriquece-a com seus frutos.
Pela força do evangelho, rejuvenesce a Igreja, renovando-a constantemente e a conduz à perfeita união com seu Esposo. Pois o Espírito e a Esposa dizem ao Senhor Jesus: "Vem!"
Assim se apresenta a Igreja inteira como um povo reunido pela unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

O conjunto dos fiéis, consagrado pela unção do Espírito Santo, não pode enganar-se na fé. Esta peculiaridade se exprime através do sentido sobrenatural da fé, quando na sua totalidade, a hierarquia e os fiéis leigos, manifestam um consenso universal em matéria de fé e costumes.
Com este senso de fé, formado e sustentado pelo Espírito da verdade, o povo de Deus, guiado pelo sagrado magistério a que obedece com fidelidade, acolhe não mais como palavras dos homens, mas, na realidade, a palavra de Deus, e adere sem esmorecimento à fé que, uma vez para sempre, foi transmitida aos santos (cf. Jd 3). Nela penetra sempre mais profundamente, com reto julgamento, e cada vez mais plenamente a põe em prática em sua vida.
Além disso, por meio dos sacramentos e ministérios, o Espírito Santo não apenas santifica e conduz o povo de Deus e o adorna com virtudes, mas ainda distribui a cada um seus dons conforme quer (1Cor 12,11), e concede também graças especiais aos fiéis de todas as condições. Torna-os assim aptos e disponíveis para assumir deveras obras ou funções, em vista de uma séria renovação e mais ampla edificação da Igreja, conforme foi dito: A cada um é dada a manifestação do Espírito em vista do bem comum (ICor 12,5).
Estes carismas devem ser recebidos com ação de graças e consolação. Pois todos, desde os mais extraordinários aos mais simples e comuns, são perfeitamente apropriados e úteis às necessidades da Igreja.

Música Devocional é Diferente de Música Liturgica

Jeffrey Tucker explica:
Há dois equívocos freqüentes a respeito da música religiosa popular:
1) a crença em que ela seja algo revolucionário e novo nos tempos modernos;
2) a ideia de que ela represente ameaça ao culto litúrgico.
Nenhuma delas é verdadeira. A música devocional é tão antiga quanto a própria Fé. E não representa nenhum problema, desde que as pessoas não a confundam com música litúrgica, que é sempre vinculada ao texto litúrgico. O grande problema do nosso tempo é essa terrível confusão. De algum modo precisamos reencontrar o caminho de volta ao texto litúrgico, de modo a podermos colocar a música devocional no seu lugar adequado.
Parece-me que na maioria das celebrações da Santa Missa, no Brasil, ocorre o uso de música devocional substituindo a música litúrgica (e tudo indica que não é só no Brasil). Não fiz nenhuma pesquisa baseada em métodos estatísticos para dizer que é a maioria (mais de 50%, portanto), mas os relatos e a experiência sugerem isso. Mesmo assim, ainda que isso ocorra em dez por cento das igrejas, deveríamos trabalhar para que nelas a situação mudasse.

Se fossem só dez por cento, não poderíamos abandoná-las, só por ser minoria. E, sendo a maioria, não podemos considerar que seja certo só porque a maioria está fazendo.

Também não se pode justificar o uso incorreto da música devocional na Liturgia dizendo que isso acontece há "muito tempo" (uns quarenta anos). Isto equivale a dizer que um erro, cometido durante bastante tempo, torna-se um acerto.

Jeffrey Tucker é um otimista, e escreve a explicação que traduzimos ali acima sob o ponto de vista pelo qual a música devocional não ameaça o culto litúrgico. De fato, a situação ideal é essa: o cultivo da autêntica música litúrgica não exige que se abandone todo o resto da cultura musical; pelo contrário.

Entretanto, é importante lembrar que essa ameaça existe, sim, se não tivermos clara a diferença entre música devocional e música litúrgica. Se soubermos o que é cada uma, ótimo; se as confundimos, temos a situação atual: a música pop de letras religiosas entra na Liturgia.

Seria o equivalente a pegarmos livros de sucesso do momento atual e introduzirmos seus textos na Liturgia, substituindo as leituras da Sagrada Escritura. É verdade que o pop religioso tem letra religiosa, e tirar uma Carta de São Paulo para colocar Harry Potter não produz uma comparação exata, já que os livros deste personagem não são religiosos; mas nossa analogia pode fazer mais sentido se o leitor imaginar um livro de auto-ajuda, ou então certos livros escritos por católicos, às vezes sacerdotes, cujo conteúdo (e também o aspecto visual) é do mesmo naipe.

Bem, não importa: ainda que se tratasse de um piíssimo poema do Beato Anchieta, ou o mais místico escrito de Santa Teresa, não os tomaríamos para substituir as leituras bíblicas da Liturgia da Missa. Do mesmo modo não podemos colocar música devocional no lugar do Introito, do Gradual (ou do Salmo Responsorial), do Alleluia (ou Trato), do Ofertório e da Comunhão. Todos eles, com raríssimas exceções, são tirados da Escritura, prescritos pela Igreja do mesmo modo que são prescritas as leituras. E estamos substituindo essas palavras por música devocional ruim, quando o certo é não substituir nem mesmo por música devocional boa.

O caso das Missas Baixas da Forma Extraordinária do Rito Romano é diferente. Tais Missas, não tendo o seu texto cantado, mas recitado pelo sacerdote, admitem o canto de música devocional pela assembleia; canto, entretanto, sujeito a certas regulações que impedem o uso de música inadequada. O ideal é a Missa Alta, com o Próprio efetivamente cantado.

As rubricas da Forma Ordinária, o rito aprovado pelo papa Paulo VI e que entrou em vigor em 1969-1970, além da compilação do Graduale Simplex, entre outras iniciativas, buscam possibilitar maior uso da música litúrgica autêntica. Entretanto, isto em grande parte ficou no papel: a desobediência, a insubordinação, o desejo de ruptura e a ignorância das coisas sagradas transformaram a Liturgia, em muitos lugares, num palco de mau gosto onde tudo é permitido, menos o tradicional, o genuíno e o sacro.

Se às vezes se chama, pejorativamente, de "rubricismo" ao desejo de seguir com fidelidade o que a Igreja prescreve para a Liturgia, é de se lamentar que às vezes pareça haver um desejo de fazer tudo exatamente ao contrário do que as rubricas dizem, indo contra qualquer bom senso, numa tentativa de contrariar todo o passado e definindo, se fosse possível, a fundação da Igreja e a instituição da Liturgia para o dia de hoje.

Não se deseja que um texto assim termine de modo negativo; antes, é importante ter em mente que a música autêntica é possível, e que sua reintrodução, na maioria dos casos, acontece "tijolo a tijolo" - gradualmente. Ou "devagar e sempre", para usar outra expressão popular. O essencial é tomarmos a consciência das necessidades e peculiaridades musicais da Liturgia, e do enorme bem espiritual que representa o respeito às suas tradições e prescrições. Fariseus? Não há problema: é Cristo, e só Ele, quem sabe o que há na mente de cada um.
 
fonte:  http://www.salvemaliturgia.com/2012/05/musica-devocional-e-diferente-de-musica.html

Fotos da Santa Missa celebrada por D. Rifan

Com grande alegria publicamos algumas fotos da Santa Missa celebrada pelo Excelentíssimo Sr Bispo D. Fernando Rifan, a quem agradecemos pelo apoio e pela presença. Tivemos a honra de cantar esta Missa em ação de graças pelos 3 anos da celebração da Santa Missa na forma extraordinária do rito Romano na Diocese de São José dos Campos.














TE DEUM LAUDAMUS

Dia 22 de Abril (Domingo), comemoramos 3 anos da Celebração da Santa Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano na Diocese de São José dos Campos. A Missa em Ação de Graças será celebrada as 9: 00 hs na Capela Nossa Senhora de Fátima com a presença de Dom Fernando Rifan ( Administração Apostólica São João Maria Vianey).








SALVE MARIA !!!

Via Sacra

Todos os Sábados do tempo da Quaresma teremos Via -Sacra às 19:30 na Capela Nossa Senhora de Fátima

Salve Maria !!!