Mostrando postagens com marcador canto liturgico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador canto liturgico. Mostrar todas as postagens

Música da Semana

No ultimo domingo do ano trazemos o Hino TE DEUM LAUDAMUS, cantado pelo Italiano Giovanni Vianini, este canto é cantado sempre no ultimo dia do ano e concede-se indulgência para quem o fizer. Também pode ser cantado nas solenidades ao final da Santa Missa ou do ofício Divino.
FELIZ 2013
SALVE MARIA !!!

Um Rei, um Reino

Dos Sermões de Santo Agostinho (354-430), Bispo e Doutor da Igreja:


Escutai todos, judeus e gentios; escutai, todos os reinos da terra! Não impeço o vosso domínio deste mundo, «o Meu Reino não é deste mundo» (Jo 18,36). Não receeis, portanto, com aquele temor insensato que invadiu Herodes quando lhe anunciaram o Meu nascimento. Não, diz o Salvador, «o Meu Reino não é deste mundo». Vinde todos a um reino que não é deste mundo; vinde pela fé; que o temor não vos torne cruéis. É verdade que, numa profecia, o Filho de Deus disse ao falar do Pai: «Por Ele, fui nomeado rei em Sião, na Sua montanha santa» (Sl 2,6). Mas, esta Sião e esta montanha não são deste mundo.

O que é, com efeito, o Seu Reino? São aqueles que crêem n'Ele, aqueles a quem Ele disse: «Vós não sois do mundo, como Eu também não sou do mundo». E, no entanto, Ele quer que eles estejam no mundo; Ele pede ao Pai: «Não Te peço que os retires do mundo, mas que os livres do Maligno». Porque Ele não disse: «O Meu Reino não está neste mundo» mas sim: «não é deste mundo; se o Meu Reino fosse deste mundo, os Meus servos viriam combater para que eu não fosse entregue» (Jo 18,36).

Com efeito, o Seu reino está verdadeiramente aqui na Terra até ao fim do mundo; até à colheita, o joio está misturado com o trigo (cf. Mt 13,24ss). O Seu reino não é daqui porque Ele é como um viajante neste mundo. Àqueles sobre os quais reina, disse: «Vós não sois do mundo porque Eu vos escolhi do meio do mundo». (Jo 15,19). Portanto, eles eram deste mundo quando ainda não eram o Seu Reino e pertenciam ao príncipe deste mundo (Jo 12,31). Todos aqueles que são engendrados da raça de Adão pecador pertencem a este mundo; todos aqueles que foram regenerados em Jesus Cristo pertencem ao Seu Reino e já não são deste mundo. «Com efeito, Deus arrancou-nos ao poder das trevas e transferiu-nos para o Reino do Seu Filho bem-amado» (Cl 1,13).

Música da Semana

A partir deste domingo , iniciamos uma serie de postagens com vídeos extraídos do Youtube, queremos com esta série mostrar um pouco do trabalho que está sendo realizado por diversos corais brasileiros. Sempre aos Domingos publicaremos um vídeo, iniciamos nossa série com o Coro da Arquidiocese de Campinas cantando Veni Creator Spiritus.
Podemos observar a alternância entre a melodia Gregoriana Tradicional e o canto polifônico, isto tem sido comum nas Missas cantadas pelo Coro da Capela Sistina e alguns grupos têm adotado esta forma de cantar.
Lembramos ainda que nossos leitores poderão sugerir videos para serem publicados nas próximas semanas, e também os corais poderão enviar gravações mostrando o seu trabalho.

SALVE MARIA !!!

Música Devocional é Diferente de Música Liturgica

Jeffrey Tucker explica:
Há dois equívocos freqüentes a respeito da música religiosa popular:
1) a crença em que ela seja algo revolucionário e novo nos tempos modernos;
2) a ideia de que ela represente ameaça ao culto litúrgico.
Nenhuma delas é verdadeira. A música devocional é tão antiga quanto a própria Fé. E não representa nenhum problema, desde que as pessoas não a confundam com música litúrgica, que é sempre vinculada ao texto litúrgico. O grande problema do nosso tempo é essa terrível confusão. De algum modo precisamos reencontrar o caminho de volta ao texto litúrgico, de modo a podermos colocar a música devocional no seu lugar adequado.
Parece-me que na maioria das celebrações da Santa Missa, no Brasil, ocorre o uso de música devocional substituindo a música litúrgica (e tudo indica que não é só no Brasil). Não fiz nenhuma pesquisa baseada em métodos estatísticos para dizer que é a maioria (mais de 50%, portanto), mas os relatos e a experiência sugerem isso. Mesmo assim, ainda que isso ocorra em dez por cento das igrejas, deveríamos trabalhar para que nelas a situação mudasse.

Se fossem só dez por cento, não poderíamos abandoná-las, só por ser minoria. E, sendo a maioria, não podemos considerar que seja certo só porque a maioria está fazendo.

Também não se pode justificar o uso incorreto da música devocional na Liturgia dizendo que isso acontece há "muito tempo" (uns quarenta anos). Isto equivale a dizer que um erro, cometido durante bastante tempo, torna-se um acerto.

Jeffrey Tucker é um otimista, e escreve a explicação que traduzimos ali acima sob o ponto de vista pelo qual a música devocional não ameaça o culto litúrgico. De fato, a situação ideal é essa: o cultivo da autêntica música litúrgica não exige que se abandone todo o resto da cultura musical; pelo contrário.

Entretanto, é importante lembrar que essa ameaça existe, sim, se não tivermos clara a diferença entre música devocional e música litúrgica. Se soubermos o que é cada uma, ótimo; se as confundimos, temos a situação atual: a música pop de letras religiosas entra na Liturgia.

Seria o equivalente a pegarmos livros de sucesso do momento atual e introduzirmos seus textos na Liturgia, substituindo as leituras da Sagrada Escritura. É verdade que o pop religioso tem letra religiosa, e tirar uma Carta de São Paulo para colocar Harry Potter não produz uma comparação exata, já que os livros deste personagem não são religiosos; mas nossa analogia pode fazer mais sentido se o leitor imaginar um livro de auto-ajuda, ou então certos livros escritos por católicos, às vezes sacerdotes, cujo conteúdo (e também o aspecto visual) é do mesmo naipe.

Bem, não importa: ainda que se tratasse de um piíssimo poema do Beato Anchieta, ou o mais místico escrito de Santa Teresa, não os tomaríamos para substituir as leituras bíblicas da Liturgia da Missa. Do mesmo modo não podemos colocar música devocional no lugar do Introito, do Gradual (ou do Salmo Responsorial), do Alleluia (ou Trato), do Ofertório e da Comunhão. Todos eles, com raríssimas exceções, são tirados da Escritura, prescritos pela Igreja do mesmo modo que são prescritas as leituras. E estamos substituindo essas palavras por música devocional ruim, quando o certo é não substituir nem mesmo por música devocional boa.

O caso das Missas Baixas da Forma Extraordinária do Rito Romano é diferente. Tais Missas, não tendo o seu texto cantado, mas recitado pelo sacerdote, admitem o canto de música devocional pela assembleia; canto, entretanto, sujeito a certas regulações que impedem o uso de música inadequada. O ideal é a Missa Alta, com o Próprio efetivamente cantado.

As rubricas da Forma Ordinária, o rito aprovado pelo papa Paulo VI e que entrou em vigor em 1969-1970, além da compilação do Graduale Simplex, entre outras iniciativas, buscam possibilitar maior uso da música litúrgica autêntica. Entretanto, isto em grande parte ficou no papel: a desobediência, a insubordinação, o desejo de ruptura e a ignorância das coisas sagradas transformaram a Liturgia, em muitos lugares, num palco de mau gosto onde tudo é permitido, menos o tradicional, o genuíno e o sacro.

Se às vezes se chama, pejorativamente, de "rubricismo" ao desejo de seguir com fidelidade o que a Igreja prescreve para a Liturgia, é de se lamentar que às vezes pareça haver um desejo de fazer tudo exatamente ao contrário do que as rubricas dizem, indo contra qualquer bom senso, numa tentativa de contrariar todo o passado e definindo, se fosse possível, a fundação da Igreja e a instituição da Liturgia para o dia de hoje.

Não se deseja que um texto assim termine de modo negativo; antes, é importante ter em mente que a música autêntica é possível, e que sua reintrodução, na maioria dos casos, acontece "tijolo a tijolo" - gradualmente. Ou "devagar e sempre", para usar outra expressão popular. O essencial é tomarmos a consciência das necessidades e peculiaridades musicais da Liturgia, e do enorme bem espiritual que representa o respeito às suas tradições e prescrições. Fariseus? Não há problema: é Cristo, e só Ele, quem sabe o que há na mente de cada um.
 
fonte:  http://www.salvemaliturgia.com/2012/05/musica-devocional-e-diferente-de-musica.html

A Origem do Canto Litúrgico


A Tradição nos ensina que, por volta do ano 54 indo de Antioquia para Roma, São Pedro levou a Salmodia Judaica para os cristãos cantarem em suas reuniões nas catacumbas.Na escuridão das catacumbas salmos e outros textos eram cantados de forma reta com suaves modulações ao ritmo das palavras dos textos. Estas formas rituais de leitura dos textos Sagrados foram as mais usuais nestes tempos.
Aos poucos foram se acrescentando a esse repertório novos hinos criando uma liturgia própria e independente.De acordo com a tradição Judaica os Salmos eram cantados por um solista sem a intervenção do celebrante ou da assembléia, esse método foi utilizado até o início do Século IV.
Neste Século a Liturgia da Igreja e o Canto litúrgico sofreram suas primeiras reformas, a primeira intervenção significativa no Canto Litúrgico foi feita por Santo Ambrósio (bispo de Milão). Dois Sírios, Diodoro e Flaviano, tiveram a idéia de dividir os fiéis em dois coros que se revezavam nos versículos do texto.  A inovação foi bem sucedida; São Basílio e São João Crisóstomo aceitaram a mudança mas foi Santo Ambrósio que mais contribuiu para seu êxito estabelecendo este método em Milão. O Bispo mandou cantar a Missa em coros alternados, a partir daí o método, agora denominado Ambrosiano, se espalhou por toda a parte.
É neste momento que se começa a dar no Ocidente o nome de Missa ao Santo Sacrifício; um texto de Santo Ambrósio emprega à palavra com o sentido que nós lhe damos hoje. Quanto à estrutura, não é possível fixar precisamente a data mas foi neste Século que o Intróito foi Introduzido à Missa, além disso, o Kyrie e o Glória, em uso nos mosteiros da Palestina passam a ser utilizados em toda a Igreja e, finalmente o Credo, outrora uma breve afirmação de fé, passa a ser entoado nos temos majestosos do Símbolo de Nicéia. Os demais cantos foram introduzidos mais tarde.
No ano 560, iniciou-se o Pontificado de São Gregório Magno, o Papa lançou-se na tarefa de reorganização e solidificação da Igreja nesta grande reforma deu-se atenção especial á liturgia e grande importância ao Canto. Formou-se um colegiado de religiosos que percorreu todas as regiões recolhendo informações e observando as práticas de cantos e trouxe tudo a Roma.
São Gregório promoveu uma seleção dos melhores e mais adequados cantos para a Igreja, impôs regras e criou a Schola Cantorum de Roma. Este mesmo Papa determinou que todas as Basílicas Romanas tivessem uma Schola Cantorum (escola de canto) contribuindo enormemente para o desenvolvimento do Canto Litúrgico, também foram publicados dois livros reunindo todo o repertório selecionado pelo Pontífice o Antiphonarium e o Cantatorium, aos cantos selecionados foram acrescentadas composições do próprio Papa.

Este gênero musical foi adotado desde então como a Música oficial da Igreja permanecendo até nossos tempos passando a ser chamado de Canto Gregoriano, em Homenagem à São Gregório Magno. Ainda hoje cantamos vários hinos de autoria de Santo Ambrósio e São Gregório, como o Veni Redemptor omnium e o Regina Coeli.
A majestade e a beleza dadas às cerimônias pelo novo canto dos hinos e salmos foi exaltada por grandes historiadores da época com estas célebres palavras: “ as vozes de toda a multidão – homens, mulheres e crianças – se assemelham pelo fluxo e refluxo a um rumor como o do mar, quando as ondas se entrechocam e quebram “. O Canto Gregoriano imprimiu na Liturgia nos seus mais sublimes acentos, a Alma Eterna do Cristão.