No próximo domingo, Solenidade da Santíssima Trindade, a Missa será cantada pelo coral da capela de Santa Luzia ( SP) neste dia após a Missa o regente do coral vai fazer uma palestra sobre canto gregoriano para uma melhor participação dos fiéis na Santa Missa e formação dos grupos que cantam nas Missas.
No dia 11 de junho, Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo ( Corpus Christi ) a Santa Missa será às 9 horas e será cantada pela Schola Cantorum São Gregório Magno da catedral São Dimas, após a Missa Haverá exposição e adoração do Santíssimo Sacramento até às 12 horas.
Salve Maria !!!
O Espírito Santo
Do Tratado Sobre a Trindade, de Santo Hilário, Bispo:
O Senhor mandou batizar em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, quer dizer, professando a fé no Criador, no Filho e no que é chamado Dom de Deus.
Um só é o Criador de todas as coisas. Pois um só é Deus Pai, de quem tudo procede; um só é o Filho Unigênito, nosso Senhor Jesus Cristo, por quem tudo foi feito; e um só é o Espírito, que foi dado a todos nós.
Todas as coisas são ordenadas segundo suas capacidades e méritos: um só é o Poder, do qual tudo procede; um só é o Filho, por quem tudo começa; e um só é o Dom, que é penhor da esperança perfeita. Nada falta a tão grande perfeição. Tudo é perfeitíssimo na Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo: a infinidade no Eterno, o esplendor na Imagem, a atividade no Dom.
Escutemos o que diz a palavra do Senhor sobre a ação do Espírito em nós: “Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de compreendê-las agora” (Jo 16,12), “É bom para vós que eu parta: se eu me for, vos mandarei o Defensor” (cf. Jo 16,7).
Em outro lugar: “Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará uni outro Defensor, para que permaneça sempre convosco: o Espírito da Verdade” (Jo 14,16-17). “Ele vos conduzirá à plena verdade. Pois ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido; e até as coisas futuras vos anunciará. Ele me glorificará porque receberá do que é meu” (Jo 16,13-14).
Estas palavras, entre muitas outras, foram ditas para nos dar a conhecer a vontade daquele que confere o Dom e a natureza e a perfeição do mesmo Dom. Por conseguinte, já que a nossa fraqueza não nos permite compreender nem o Pai nem o Filho, o Dom que é o Espírito Santo estabelece um certo contato entre nós e Deus, para iluminar a nossa fé nas dificuldades relativas à encarnação de Deus.
Assim, o Espírito Santo é recebido para nos tornar capazes de compreender. Como o corpo natural do homem permaneceria inativo se lhe faltassem os estímulos necessários para as suas funções - os olhos, se não há luz ou não é dia, nada podem fazer; os ouvidos, caso não haja vozes ou sons, não cumprem seu ofício; o olfato, se não sente nenhum odor, para nada serve; não porque percam a sua capacidade natural por falta de estímulo para agir - assim é a alma humana: se não recebe pela fé o Dom que é o Espírito, tem certamente uma natureza capaz de conhecer a Deus, mas falta-lhe a luz para chegar a esse conhecimento.
Este Dom de Cristo está inteiramente à disposição de todos e encontra-se em toda parte; mas é dado na medida do desejo e dos méritos de cada um. Ele está conosco até o fim do mundo; ele é o consolador no tempo da nossa espera; ele, pela atividade dos seus dons, é o penhor da nossa esperança futura; ele é a luz do nosso espírito; ele é o esplendor das nossas almas.
O Senhor mandou batizar em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, quer dizer, professando a fé no Criador, no Filho e no que é chamado Dom de Deus.
Um só é o Criador de todas as coisas. Pois um só é Deus Pai, de quem tudo procede; um só é o Filho Unigênito, nosso Senhor Jesus Cristo, por quem tudo foi feito; e um só é o Espírito, que foi dado a todos nós.
Todas as coisas são ordenadas segundo suas capacidades e méritos: um só é o Poder, do qual tudo procede; um só é o Filho, por quem tudo começa; e um só é o Dom, que é penhor da esperança perfeita. Nada falta a tão grande perfeição. Tudo é perfeitíssimo na Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo: a infinidade no Eterno, o esplendor na Imagem, a atividade no Dom.
Escutemos o que diz a palavra do Senhor sobre a ação do Espírito em nós: “Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de compreendê-las agora” (Jo 16,12), “É bom para vós que eu parta: se eu me for, vos mandarei o Defensor” (cf. Jo 16,7).
Em outro lugar: “Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará uni outro Defensor, para que permaneça sempre convosco: o Espírito da Verdade” (Jo 14,16-17). “Ele vos conduzirá à plena verdade. Pois ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido; e até as coisas futuras vos anunciará. Ele me glorificará porque receberá do que é meu” (Jo 16,13-14).
Estas palavras, entre muitas outras, foram ditas para nos dar a conhecer a vontade daquele que confere o Dom e a natureza e a perfeição do mesmo Dom. Por conseguinte, já que a nossa fraqueza não nos permite compreender nem o Pai nem o Filho, o Dom que é o Espírito Santo estabelece um certo contato entre nós e Deus, para iluminar a nossa fé nas dificuldades relativas à encarnação de Deus.
Assim, o Espírito Santo é recebido para nos tornar capazes de compreender. Como o corpo natural do homem permaneceria inativo se lhe faltassem os estímulos necessários para as suas funções - os olhos, se não há luz ou não é dia, nada podem fazer; os ouvidos, caso não haja vozes ou sons, não cumprem seu ofício; o olfato, se não sente nenhum odor, para nada serve; não porque percam a sua capacidade natural por falta de estímulo para agir - assim é a alma humana: se não recebe pela fé o Dom que é o Espírito, tem certamente uma natureza capaz de conhecer a Deus, mas falta-lhe a luz para chegar a esse conhecimento.
Este Dom de Cristo está inteiramente à disposição de todos e encontra-se em toda parte; mas é dado na medida do desejo e dos méritos de cada um. Ele está conosco até o fim do mundo; ele é o consolador no tempo da nossa espera; ele, pela atividade dos seus dons, é o penhor da nossa esperança futura; ele é a luz do nosso espírito; ele é o esplendor das nossas almas.
Das Homilias de São Josemaría Escrivá de Balaguer (1902-1975), presbítero, fundador do Opus Dei:
Cristo permanece na Sua Igreja: nos seus sacramentos, na sua liturgia, na sua pregação, em toda a sua atividade. De modo especial, Cristo continua presente entre nós nessa entrega diária que é a Sagrada Eucaristia. Por isso, a missa é o centro e a raiz da vida cristã. Em todas as missas está sempre presente o Cristo total, Cabeça e Corpo. «Por Cristo, com Cristo e em Cristo». Porque Cristo é o Caminho, o Mediador. Nele tudo encontramos; fora Dele, a nossa vida torna-se vazia.
Cristo vive nos cristãos. A fé diz-nos que o homem, em estado de graça, está divinizado. Somos homens e mulheres; não somos anjos. Seres de carne e osso, com coração e paixões, com tristezas e alegrias; mas a divinização envolve o homem todo, como antecipação da ressurreição gloriosa. «Cristo ressuscitou de entre os mortos, como primícias dos que morreram. Porque, assim como por um homem veio a morte, também veio por um homem a ressurreição. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também, em Cristo todos são vivificados» (1Cor 15,20-22).
A vida de Cristo é a nossa vida, segundo o que prometera aos Seus Apóstolos no dia da Última Ceia: «Se alguém Me tem amor, há de guardar a Minha palavra; e o Meu Pai o amará, e Nós viremos a ele e nele faremos morada» (Jo 14,23). O cristão deve, pois, viver segundo a vida de Cristo, tornando seus os sentimentos de Cristo, de tal modo que possa exclamar com São Paulo: «Não sou eu quem vive, é Cristo que vive em mim» (Gal 12,20).
Cristo vive nos cristãos. A fé diz-nos que o homem, em estado de graça, está divinizado. Somos homens e mulheres; não somos anjos. Seres de carne e osso, com coração e paixões, com tristezas e alegrias; mas a divinização envolve o homem todo, como antecipação da ressurreição gloriosa. «Cristo ressuscitou de entre os mortos, como primícias dos que morreram. Porque, assim como por um homem veio a morte, também veio por um homem a ressurreição. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também, em Cristo todos são vivificados» (1Cor 15,20-22).
A vida de Cristo é a nossa vida, segundo o que prometera aos Seus Apóstolos no dia da Última Ceia: «Se alguém Me tem amor, há de guardar a Minha palavra; e o Meu Pai o amará, e Nós viremos a ele e nele faremos morada» (Jo 14,23). O cristão deve, pois, viver segundo a vida de Cristo, tornando seus os sentimentos de Cristo, de tal modo que possa exclamar com São Paulo: «Não sou eu quem vive, é Cristo que vive em mim» (Gal 12,20).
Missa Tridentina em Jacareí - SP
O Excelentíssimo e Reverendíssimo Sr. Bispo de São José dos Campos, Dom Moacir Silva, abençoou a celebração da Santa Missa aos Domingos e dias santos de guarda conforme o Missal Romano - 1962 - Rito Romano em sua Forma Extraordinária (Missa Tridentina), e assim foi celebrada a primeira Missa neste domingo dia 19 de abril às 09:00hs na Capela N. Sra. de Fátima, no bairro do São João, Paróquia São João Batista de Jacareí – SP.
Logo cedo, aproximadamente uma hora antes da celebração, a pequena capela já estava repleta de fiéis, e pessoas curiosas, para participar da Santa Missa. Este foi um dos últimos eventos organizado pelo Pe. Wendel Ribeiro como pároco da Paróquia São João Batista, já que sua transferência está marcada para maio deste ano. Pe Wendel fez-se muito solícito na Capela, acolhendo carinhosamente o celebrante Pe. José Henrique do Carmo, e a comunidade reunida, bem como participando muito devotamente da celebração Eucarística..
Pe. José Henrique do Carmo, com 15 anos de sacerdócio, sendo 11 deles dedicados a diocese de Anápolis – GO, e há 4 anos trabalhando na Capela Santa Luzia, centro de São Paulo, sob a responsabilidade da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, foi designado por Dom Moacir, para cuidar da celebração da Missa em sua Forma Extraordinária em nossa Diocese.
“O bem das almas é a suprema lei e o fim da Igreja, a qual, pela vontade de Deus, deve salvar os homens na unidade de uma aliança de um novo povo constituído em seu sangue; pois o Cristo Jesus deu a sua vida para reunir todos os homens numa só família (cf Jo 11,52), da qual a Igreja é “para todos e cada um sinal visível dessa unidade de salvação” (Lúmen Gentium 9). - Com esta frase se inicia o Decreto "Animarum Bonum" de criação da Administração Apostólica Pessoal S. João Maria Vianney, de 18 de janeiro de 2002, sob o Pontificado de João Paulo II, tendo como bispo responsável Dom Fernando Areâs Rifan.
“A missão da Administração Apostólica é assistir os fiéis que desejam a Liturgia em sua forma extraordinária e assim reforçar a unidade da Igreja”, comentou Pe. José Henrique, enquanto se preparava para a celebração. Para a comunidade que aguardava atentamente foram entregues cópias do “Ordo Missae”– Ordinário da Missa em Folheto para a participação ativa dos fiéis (em latim e português).
Enganam-se os que pensam que foram os mais velhos que se aproximaram mais da celebração em Latim; a grande maioria do publico participante era formada por jovens e famílias constituídas de muitos filhos. Muitas jovens e mulheres, espontaneamente, usavam véu e percebia-se modéstia nos trajes, outros já traziam de casa o seu “Missal dos fiéis”, como foi o caso de Fábio Garcia Durante, que desde 2002 acompanha as Missas no Rito Extraordinário. Os jovens Vinícius Pereira e Adriano Nascimento, ambos com 20 anos de idade, auxiliaram a celebração como acólitos.
Um Pouco de sua História
A Missa Católica é a mais perfeita renovação e atualização do irrevogável ato de salvação do Nosso Senhor Jesus Cristo, Seu sacrifício na Cruz. Cada Missa deve manifestar perfeitamente essa doutrina católica através de suas orações e rituais. A liturgia autêntica deve honrar e glorificar a Deus, expiar os homens de seus pecados, e agradecer a Deus pelas graças que Ele concedeu ao mundo.
Porque a Missa é as vezes chamada de Missa “Tridentina”?
“Tridentino” se refere ao Concílio de Trento (1545-1563), que unificou a prática litúrgica na Igreja Ocidental. O Papa São Pio V alcançou esta meta em 1570 quando emitiu a restauração do Missal Romano após o Concilio. A Missa Tridentina foi baseada nas mais antigas e veneráveis fontes litúrgicas Ocidentais. São Pio V decretou na Bula Papal conhecida como “Quo Primum” que seu único rito de Missa fosse usado por todos na Santa Igreja. No entanto, exceções foram feitas para os ritos que tinham estado em uso contínuo por pelo menos 200 anos.
Por que o Latim?
O latim continua sendo a língua oficial da Igreja Católica Romana e tem sido usado como a língua litúrgica no Ocidente desde o século III. A natureza imutável do latim tem conservado a doutrina ortodoxa da Missa, que nos foi herdada dos pais da Santa Igreja. O uso do latim na Missa e em documentos oficiais da Igreja tem sido fundamental para apoiar a universalidade e unidade da Igreja. O papa Bento XVI indicou o uso de latim e o canto Gregoriano na liturgia na sua Exortação Papal de 2007 sobre a Eucaristia “Sacramentum Caritatis”. Embora a Missa Tradicional seja dita ou cantada em latim, a maioria dos fiéis que participam na liturgia usam seus próprios livros de oração (missais), que contém o texto em latim acompanhado por sua tradução no vernáculo. As regras que explicam como tal participação deve ocorrer estão na encíclica “Mediador Dei” do Papa São Pio XII, par. 106.
O que esperar da Missa na Forma Extraordinária do Missal Romano?
A princípio, a formalidade e o elaborado rito da Missa “Tradicional” pode nos parecer um pouco desconhecido. Há uma atmosfera de oração e reverência entre as pessoas nos bancos. Antes da Missa, o silêncio é mantido na igreja demonstrando o respeito à Presença Real de Jesus no Santíssimo Sacramento, que é reservado no Tabernáculo. As disposições litúrgicas (rubricas) da celebração giram em torno de realçar o valor do Altar do sacerdote e dos fiéis em cada parte da Missa. Assim, por exemplo, durante a Consagração, todos os fiéis permanecem de joelhos. O crucifixo acima do altar relembra ao fiel que o Sacrifício da Cruz e o Sacrifício da Missa são os mesmos. As seis velas acessas no altar simbolizam Cristo como a luz do mundo. O sacerdote e os fiéis juntos ficam voltados para o Altar aonde o Sacrifício Sagrado é oferecido. O altar normalmente é colocado na direção oriental da igreja, na direção do sol nascente, simbolizando Cristo Ressuscitado.
Motu Proprio "Summorum Pontificum" do Papa Bento XVI sobre o uso do Missal anterior à Reforma Litúrgica de 1970.
“Sempre foi preocupação dos Sumos Pontífices até o tempo presente, que a Igreja de Cristo ofereça um culto digno à Divina Majestade "para louvor e glória de seu nome" e "para nosso bem e o de toda sua Santa Igreja".
No dia 7 de Julho de 2007, Sua Santidade o Papa Bento XVI publicou uma carta apostólica chamada “Summorum Pontificum”. Nesta carta ele declarou que o antigo rito nunca foi revogado, e que "deve ser honrado pelo seu venerável e antigo uso." (SP Art. 1) O Santo Padre nomeou esse rito antigo de Forma Extraordinária do Rito Romano. De fato o Papa diz, "Na história da liturgia existe crescimento e progresso, mas nenhuma ruptura." Aquilo que para as gerações anteriores era sagrado, permanece sagrado e grande também para nós" (Carta explicativa acompanhada ao “Summorum Pontificum”) O mais visível aspecto da forma Extraordinária é a própria Santa Missa. A forma antiga da missa tem sido chamada de "A mais bela coisa deste lado do mundo."
Referências:
Sacramentum Caritatis - (http://www.saotomas.com/documentos/exortacao/SacramentumCaritatis.htm)
Mediator Dei - (http://www.saotomas.com/documentos/enciclicas/MEDIATORDEI.htm)
Snyder, Edward – História da Missa Tridentina -http://www.missatridentina.com.br/historia.html
Missa Tridentina em Jacareí – SP - http://www.missatridentina.com.br/index.html
Agradecimentos:
Ao Pe. Wendel Ribeiro, digníssimo pároco, que em seu acolhimento “abriu as portas” da Capela N. Sra. de Fátima para esta celebração belíssima.
Ao Pe. José Henrique do Carmo, sempre solícito e acolhedor, que por mais ocupado que estivesse dedicou sua atenção as perguntas da Pastoral da Comunicação.
Ao Fábio Garcia Durante, jovem apaixonado pela Igreja Católica e principalmente por Jesus Cristo, em sua piedade cativante fez-nos acreditar mais no mistério de Deus.
Aos amigos Vinícius Pereira e Adriano Nascimento pelo convite e exemplo de fé e trabalho pela causa do Reino.
A comunidade reunida que soube ficar atenta e acompanhar as orações e a todos aqueles que não mediram esforços para realização da Missa (Pascom- Paróquia São João Batista, Equipe de Canto, e tantos outros).
Rodolfo Cristiano – Pastoral da Comunicação
Logo cedo, aproximadamente uma hora antes da celebração, a pequena capela já estava repleta de fiéis, e pessoas curiosas, para participar da Santa Missa. Este foi um dos últimos eventos organizado pelo Pe. Wendel Ribeiro como pároco da Paróquia São João Batista, já que sua transferência está marcada para maio deste ano. Pe Wendel fez-se muito solícito na Capela, acolhendo carinhosamente o celebrante Pe. José Henrique do Carmo, e a comunidade reunida, bem como participando muito devotamente da celebração Eucarística..
Pe. José Henrique do Carmo, com 15 anos de sacerdócio, sendo 11 deles dedicados a diocese de Anápolis – GO, e há 4 anos trabalhando na Capela Santa Luzia, centro de São Paulo, sob a responsabilidade da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, foi designado por Dom Moacir, para cuidar da celebração da Missa em sua Forma Extraordinária em nossa Diocese.
“O bem das almas é a suprema lei e o fim da Igreja, a qual, pela vontade de Deus, deve salvar os homens na unidade de uma aliança de um novo povo constituído em seu sangue; pois o Cristo Jesus deu a sua vida para reunir todos os homens numa só família (cf Jo 11,52), da qual a Igreja é “para todos e cada um sinal visível dessa unidade de salvação” (Lúmen Gentium 9). - Com esta frase se inicia o Decreto "Animarum Bonum" de criação da Administração Apostólica Pessoal S. João Maria Vianney, de 18 de janeiro de 2002, sob o Pontificado de João Paulo II, tendo como bispo responsável Dom Fernando Areâs Rifan.
“A missão da Administração Apostólica é assistir os fiéis que desejam a Liturgia em sua forma extraordinária e assim reforçar a unidade da Igreja”, comentou Pe. José Henrique, enquanto se preparava para a celebração. Para a comunidade que aguardava atentamente foram entregues cópias do “Ordo Missae”– Ordinário da Missa em Folheto para a participação ativa dos fiéis (em latim e português).
Enganam-se os que pensam que foram os mais velhos que se aproximaram mais da celebração em Latim; a grande maioria do publico participante era formada por jovens e famílias constituídas de muitos filhos. Muitas jovens e mulheres, espontaneamente, usavam véu e percebia-se modéstia nos trajes, outros já traziam de casa o seu “Missal dos fiéis”, como foi o caso de Fábio Garcia Durante, que desde 2002 acompanha as Missas no Rito Extraordinário. Os jovens Vinícius Pereira e Adriano Nascimento, ambos com 20 anos de idade, auxiliaram a celebração como acólitos.
Um Pouco de sua História
A Missa Católica é a mais perfeita renovação e atualização do irrevogável ato de salvação do Nosso Senhor Jesus Cristo, Seu sacrifício na Cruz. Cada Missa deve manifestar perfeitamente essa doutrina católica através de suas orações e rituais. A liturgia autêntica deve honrar e glorificar a Deus, expiar os homens de seus pecados, e agradecer a Deus pelas graças que Ele concedeu ao mundo.
Porque a Missa é as vezes chamada de Missa “Tridentina”?
“Tridentino” se refere ao Concílio de Trento (1545-1563), que unificou a prática litúrgica na Igreja Ocidental. O Papa São Pio V alcançou esta meta em 1570 quando emitiu a restauração do Missal Romano após o Concilio. A Missa Tridentina foi baseada nas mais antigas e veneráveis fontes litúrgicas Ocidentais. São Pio V decretou na Bula Papal conhecida como “Quo Primum” que seu único rito de Missa fosse usado por todos na Santa Igreja. No entanto, exceções foram feitas para os ritos que tinham estado em uso contínuo por pelo menos 200 anos.
Por que o Latim?
O latim continua sendo a língua oficial da Igreja Católica Romana e tem sido usado como a língua litúrgica no Ocidente desde o século III. A natureza imutável do latim tem conservado a doutrina ortodoxa da Missa, que nos foi herdada dos pais da Santa Igreja. O uso do latim na Missa e em documentos oficiais da Igreja tem sido fundamental para apoiar a universalidade e unidade da Igreja. O papa Bento XVI indicou o uso de latim e o canto Gregoriano na liturgia na sua Exortação Papal de 2007 sobre a Eucaristia “Sacramentum Caritatis”. Embora a Missa Tradicional seja dita ou cantada em latim, a maioria dos fiéis que participam na liturgia usam seus próprios livros de oração (missais), que contém o texto em latim acompanhado por sua tradução no vernáculo. As regras que explicam como tal participação deve ocorrer estão na encíclica “Mediador Dei” do Papa São Pio XII, par. 106.
O que esperar da Missa na Forma Extraordinária do Missal Romano?
A princípio, a formalidade e o elaborado rito da Missa “Tradicional” pode nos parecer um pouco desconhecido. Há uma atmosfera de oração e reverência entre as pessoas nos bancos. Antes da Missa, o silêncio é mantido na igreja demonstrando o respeito à Presença Real de Jesus no Santíssimo Sacramento, que é reservado no Tabernáculo. As disposições litúrgicas (rubricas) da celebração giram em torno de realçar o valor do Altar do sacerdote e dos fiéis em cada parte da Missa. Assim, por exemplo, durante a Consagração, todos os fiéis permanecem de joelhos. O crucifixo acima do altar relembra ao fiel que o Sacrifício da Cruz e o Sacrifício da Missa são os mesmos. As seis velas acessas no altar simbolizam Cristo como a luz do mundo. O sacerdote e os fiéis juntos ficam voltados para o Altar aonde o Sacrifício Sagrado é oferecido. O altar normalmente é colocado na direção oriental da igreja, na direção do sol nascente, simbolizando Cristo Ressuscitado.
Motu Proprio "Summorum Pontificum" do Papa Bento XVI sobre o uso do Missal anterior à Reforma Litúrgica de 1970.
“Sempre foi preocupação dos Sumos Pontífices até o tempo presente, que a Igreja de Cristo ofereça um culto digno à Divina Majestade "para louvor e glória de seu nome" e "para nosso bem e o de toda sua Santa Igreja".
No dia 7 de Julho de 2007, Sua Santidade o Papa Bento XVI publicou uma carta apostólica chamada “Summorum Pontificum”. Nesta carta ele declarou que o antigo rito nunca foi revogado, e que "deve ser honrado pelo seu venerável e antigo uso." (SP Art. 1) O Santo Padre nomeou esse rito antigo de Forma Extraordinária do Rito Romano. De fato o Papa diz, "Na história da liturgia existe crescimento e progresso, mas nenhuma ruptura." Aquilo que para as gerações anteriores era sagrado, permanece sagrado e grande também para nós" (Carta explicativa acompanhada ao “Summorum Pontificum”) O mais visível aspecto da forma Extraordinária é a própria Santa Missa. A forma antiga da missa tem sido chamada de "A mais bela coisa deste lado do mundo."
Referências:
Sacramentum Caritatis - (http://www.saotomas.com/documentos/exortacao/SacramentumCaritatis.htm)
Mediator Dei - (http://www.saotomas.com/documentos/enciclicas/MEDIATORDEI.htm)
Snyder, Edward – História da Missa Tridentina -http://www.missatridentina.com.br/historia.html
Missa Tridentina em Jacareí – SP - http://www.missatridentina.com.br/index.html
Agradecimentos:
Ao Pe. Wendel Ribeiro, digníssimo pároco, que em seu acolhimento “abriu as portas” da Capela N. Sra. de Fátima para esta celebração belíssima.
Ao Pe. José Henrique do Carmo, sempre solícito e acolhedor, que por mais ocupado que estivesse dedicou sua atenção as perguntas da Pastoral da Comunicação.
Ao Fábio Garcia Durante, jovem apaixonado pela Igreja Católica e principalmente por Jesus Cristo, em sua piedade cativante fez-nos acreditar mais no mistério de Deus.
Aos amigos Vinícius Pereira e Adriano Nascimento pelo convite e exemplo de fé e trabalho pela causa do Reino.
A comunidade reunida que soube ficar atenta e acompanhar as orações e a todos aqueles que não mediram esforços para realização da Missa (Pascom- Paróquia São João Batista, Equipe de Canto, e tantos outros).
Rodolfo Cristiano – Pastoral da Comunicação
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