quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Corpo e Sangue do Senhor: alimentos de salvação

Das Homilias de São Gaudêncio de Brescia (séc. V), bispo:



O sacrifício celeste instituído por Cristo é verdadeiramente a herança legada pelo Seu novo testamento; Ele no-la deixou na noite em que ia ser entregue para ser crucificado, como garantia da Sua presença.

Ele é o viático da nossa viagem, o nosso alimento no caminho da vida, até chegarmos à outra Vida, ao deixar este mundo. Era por isso que o Senhor dizia: «Se não comerdes a Minha carne e não beberdes o Meu sangue, não tereis a vida em vós».

Ele quis que os Seus benefícios permanecessem entre nós; quis que as almas resgatadas pelo Seu sangue precioso fossem sempre santificadas à imagem da Sua própria Paixão.

Foi por essa razão que ordenou aos Seus discípulos fiéis, que estabeleceu como primeiros sacerdotes da Sua Igreja, que celebrassem estes mistérios de vida eterna.

Com efeito, a multidão dos fiéis devia ter todos os dias diante dos seus olhos a representação da Paixão de Cristo; ao segurá-la nas nossas mãos, ao recebê-la na boca e no coração, ficaremos com uma recordação indelével da nossa redenção.
É preciso que o pão seja feito com a farinha de numerosos grãos de fermento, misturada com água, e receba do fogo o seu acabamento. Encontra-se aí, portanto, uma imagem semelhante ao corpo de Cristo, pois sabemos que Ele forma um só corpo com a multidão dos homens, que recebeu o seu acabamento do fogo do Espírito Santo.

Do mesmo modo, o vinho do Seu sangue é extraído de diversos cachos de uvas, isto é, de uvas da vinha plantada por Ele, esmagadas sob o peso da cruz; vertido no coração dos fiéis, aí se agita pelo seu próprio poder.


É este o sacrifício da Páscoa, que traz a salvação a todos os que foram libertados da escravidão do Egito e do Faraó, isto é, do demônio. Recebei-o em união conosco, com toda a avidez de um coração religioso.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Pobre para nos enriquecer, servo para nos fazer filhos

Dos Sermões de Santo Agostinho (354-430), bispo e doutor da Igreja:


Quem, pois, dentre os homens, conhece todos os tesouros de sabedoria e da ciência ocultos em Cristo, escondidos na pobreza da Sua carne? Porque Ele, «sendo rico, fez-se pobre por nós, para nos enriquecer com a Sua pobreza» (2Cor 8, 9). Como vinha para assumir a condição mortal e vencer a própria morte, apresentou-Se na Sua condição de pobre; mas Ele, que nos prometeu tesouros distantes, na verdade não perdeu aqueles dos quais Se afastou: «como é grande, Senhor, a bondade que reservas para os que Te são fieis! Tu a concedes, à vista de todos, àqueles que em Ti confiam» [Sl 31/30,20].

Para que O pudéssemos compreender, Aquele que é igual ao Pai, pois tem a natureza de Deus, tornou-Se semelhante a nós, tomando a natureza de servo, e recriando-nos à semelhança de Deus. Tornando-Se filho de homem, o Filho único de Deus torna os homens filhos de Deus. E, depois de ter alimentado os servos com a Sua natureza visível de servo, tornou-nos livres para que pudéssemos contemplar a natureza de Deus. Porque «já somos filhos de Deus, mas não se manifestou ainda o que havemos de ser. O que sabemos é que, quando Ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele porque O veremos tal como Ele é» (1Jo 3,2). Com efeito, em que consistem os tesouros de sabedoria e de ciência, esses tesouros divinos? Só sabemos que nos satisfazem completamente. E esta superabundância da Sua bondade? Só sabemos que nos saciará.

domingo, 25 de outubro de 2009

Aviso

Dia 2/11 (segunda- feira) Comemoração de todos os fiéis defuntos a Santa Missa será celebrada às 9 horas na capela N.S de Fátima

Salve Maria !!!

sábado, 17 de outubro de 2009

Maria e nós: acolhendo Jesus

Dos Sermões de São Pedro Damião (1007-1072), eremita, bispo e doutor da Igreja:


Coube à Virgem Maria conceber Cristo em seu seio, mas cabe a todos os eleitos a possibilidade de, com amor, o trazermos no coração.
Bem-aventurada, sim, bem-aventurada a mulher que em si trouxe Jesus durante nove meses (Lc 11, 27). Bem-aventurados sejamos nós também, porque velamos por trazê-Lo sempre no coração.
Grande maravilha é seguramente a concepção de Cristo no seio de Maria, mas não é maravilha menor vê-Lo tornar-Se o hóspede do nosso peito.
É este o sentido do seguinte testemunho de João: «Eu estou à porta e bato: se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, Eu entrarei na sua casa e cearei com ele e ele comigo» (Ap 3, 20).

Reflitamos ainda, irmãos, na nossa dignidade e semelhança com Maria. A Virgem concebeu Cristo nas suas entranhas de carne, e nós trazemo-Lo nas do nosso coração. Maria alimentou a Cristo dando-Lhe a beber o leite de seu seio, e nós, nós podemos oferecer-Lhe a refeição variada das boas ações que O deliciam.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Algumas fotos da 30° Missa


domingo, 4 de outubro de 2009

Missa de Nossa Senhora Aparecida


Dia 12 de outubro haverá missa às 9 horas  na capela N.S de Fátima
Também neste dia completamos 30 Missas celebradas na forma extraordinária em nossa diocese

sábado, 3 de outubro de 2009

A cruz de Cristo, nossa glória!


Do Comentário sobre a Epístola aos Gálatas, por São Tomás de Aquino (1225-1274), sacerdote, teólogo e doutor da Igreja:

«Quanto a mim, Deus me livre de me gloriar a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo», diz São Paulo (Gl 6,14). Repara, observa Santo Agostinho: aonde o sábio segundo este mundo julgou encontrar a vergonha, aí descobriu o apóstolo Paulo um tesouro; pois aquilo que para outro é loucura é para ele sabedoria (1Cor 1,17ss.) e título de glória.

Com efeito, cada um retira a sua glória daquilo que, a seus olhos, o torna grande. Se julga ser um homem importante por ser rico, glorifica-se nos seus bens. Mas aquele que não encontra grandeza para si senão em Jesus Cristo põe a sua glória apenas em Jesus.

Assim era o apóstolo Paulo, que dizia: «Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim»(Gl 2,20). É por isso que apenas se gloria em Cristo e, sobretudo, na cruz de Cristo. É que nesta cruz estão reunidos todos os motivos de glória que um homem pode ter.

Há pessoas que retiram a sua glória da amizade com os grandes e poderosos; Paulo, porém, apenas tem necessidade da cruz de Cristo, aonde descobre o sinal mais evidente da amizade de Deus: «Deus demonstra o Seu amor para conosco pelo fato de Cristo haver morrido por nós quando ainda éramos pecadores» (Rm 5,8). Não, nada manifesta tão bem o amor de Deus para conosco como a morte de Cristo. «Ó, testemunho inestimável do amor!», exclama São Gregório. «Para resgatar o escravo, entregastes o Filho!»