Todos os Sábados do tempo da Quaresma teremos Via -Sacra às 19:30 na Capela Nossa Senhora de Fátima
Salve Maria !!!
Quarta- feira de Cinzas
Dia 22/02 , Quarta- feira de cinzas, a Santa Missa com distribuição das cinzas será às 19:30 na Capela Ns de Fátima.
Capela Nossa Senhora de Fátima
AV. São João s/n
Bairro: São João
Jacareí
Capela Nossa Senhora de Fátima
AV. São João s/n
Bairro: São João
Jacareí
A Origem do Canto Litúrgico
A Tradição nos ensina que, por volta
do ano 54 indo de Antioquia para Roma, São Pedro levou a Salmodia Judaica para
os cristãos cantarem em suas reuniões nas catacumbas.Na escuridão das
catacumbas salmos e outros textos eram cantados de forma reta com suaves
modulações ao ritmo das palavras dos textos. Estas formas rituais de leitura
dos textos Sagrados foram as mais usuais nestes tempos.
Aos poucos foram se acrescentando a
esse repertório novos hinos criando uma liturgia própria e independente.De
acordo com a tradição Judaica os Salmos eram cantados por um solista sem a
intervenção do celebrante ou da assembléia, esse método foi utilizado até o
início do Século IV.
Neste Século a Liturgia da Igreja e o
Canto litúrgico sofreram suas primeiras reformas, a primeira intervenção
significativa no Canto Litúrgico foi feita por Santo Ambrósio (bispo de Milão).
Dois Sírios, Diodoro e Flaviano, tiveram a idéia de dividir os fiéis em dois
coros que se revezavam nos versículos do texto.
A inovação foi bem sucedida; São Basílio e São João Crisóstomo aceitaram
a mudança mas foi Santo Ambrósio que mais contribuiu para seu êxito
estabelecendo este método em Milão. O Bispo mandou cantar a Missa em coros
alternados, a partir daí o método, agora denominado Ambrosiano, se espalhou por
toda a parte.
É neste momento que se começa a dar
no Ocidente o nome de Missa ao Santo Sacrifício; um texto de Santo Ambrósio
emprega à palavra com o sentido que nós lhe damos hoje. Quanto à estrutura, não
é possível fixar precisamente a data mas foi neste Século que o Intróito foi Introduzido à Missa, além
disso, o Kyrie e o Glória, em uso nos mosteiros da
Palestina passam a ser utilizados em toda a Igreja e, finalmente o Credo, outrora uma breve afirmação de
fé, passa a ser entoado nos temos majestosos do Símbolo de Nicéia. Os demais
cantos foram introduzidos mais tarde.
No ano 560, iniciou-se o Pontificado
de São Gregório Magno, o Papa lançou-se na tarefa de reorganização e
solidificação da Igreja nesta grande reforma deu-se atenção especial á liturgia
e grande importância ao Canto. Formou-se um colegiado de religiosos que
percorreu todas as regiões recolhendo informações e observando as práticas de
cantos e trouxe tudo a Roma.
São Gregório promoveu uma seleção dos
melhores e mais adequados cantos para a Igreja, impôs regras e criou a Schola Cantorum de Roma. Este mesmo Papa
determinou que todas as Basílicas Romanas tivessem uma Schola Cantorum (escola de canto) contribuindo enormemente para o
desenvolvimento do Canto Litúrgico, também foram publicados dois livros
reunindo todo o repertório selecionado pelo Pontífice o Antiphonarium e o Cantatorium,
aos cantos selecionados foram acrescentadas composições do próprio Papa.
Este gênero musical foi adotado desde
então como a Música oficial da Igreja permanecendo até nossos tempos passando a
ser chamado de Canto Gregoriano, em Homenagem à São Gregório Magno. Ainda hoje
cantamos vários hinos de autoria de Santo Ambrósio e São Gregório, como o Veni Redemptor omnium e o Regina Coeli.
A majestade e a beleza dadas às
cerimônias pelo novo canto dos hinos e salmos foi exaltada por grandes
historiadores da época com estas célebres palavras: “ as vozes de toda a multidão – homens, mulheres e crianças – se
assemelham pelo fluxo e refluxo a um rumor como o do mar, quando as ondas se
entrechocam e quebram “. O Canto Gregoriano imprimiu na Liturgia nos seus
mais sublimes acentos, a Alma Eterna do Cristão.
Aproximai-vos do Senhor e sereis iluminados
Dos Sermões de São Sofrônio (séc. VII), bispo:
Todos
nós que celebramos e veneramos com tanta piedade o mistério do Encontro
do Senhor, corramos para ele cheios de entusiasmo. Ninguém deixe de
participar deste encontro, ninguém recuse levar sua luz.
Acrescentamos
também algo ao brilho das velas, para significar o esplendor divino
dAquele que se aproxima e ilumina todas as coisas; Ele dissipa as trevas
do mal com a Sua luz eterna, e também manifesta o esplendor da alma,
com o qual devemos correr ao encontro com Cristo.
Do mesmo modo que a Mãe de Deus e Virgem imaculada trouxe nos braços a
verdadeira
Luz e a comunicou aos que jaziam nas trevas, assim também nós:
iluminados pelo Seu fulgor e trazendo na mão uma luz que brilha diante
de todos, corramos pressurosos ao encontro dAquele que é a verdadeira
luz.
Realmente,
a Luz veio ao mundo (cf. Jo 1,9) e dispersou as sombras que o cobriam; o
Sol que nasce do alto nos visitou (cf. Lc 1,78) e iluminou os que
jaziam nas trevas. É este o significado do mistério que hoje celebramos.
Por isso caminhamos com lâmpadas nas mãos, por isso acorremos trazendo
as luzes, não apenas simbolizando que a Luz já brilhou para nós, mas
também para anunciar o esplendor maior que dEla nos virá no futuro. Por
este motivo, vamos todos juntos, corramos ao encontro de Deus.
Chegou
a verdadeira Luz, que vindo ao mundo ilumina todo ser humano (cf. Jo
1,9). Portanto, irmãos, deixemos que Ela nos ilumine, que Ela brilhe
sobre todos nós.
Que
ninguém fique excluído deste esplendor, ninguém insista em continuar
mergulhado na noite. Mas avancemos todos resplandecentes; iluminados por
este fulgor, vamos todos ao Seu encontro e com o velho Simeão recebamos
a Luz clara e eterna. Associemo-nos à sua alegria e cantemos com ele um
hino de ação de graças ao Criador e Pai da luz, que enviou a Luz
verdadeira e, afastando todas as trevas, nos fez participantes do Seu
esplendor.
A
salvação de Deus, preparada diante de todos os povos, manifestou a
glória que nos pertence, a nós que somos o novo Israel. Também fez com
que víssemos, graças a Ele, essa salvação e fôssemos absolvidos da
antiga e tenebrosa culpa. Assim aconteceu com Simeão que, depois de ver a
Cristo, foi libertado dos laços da vida presente.
Também
nós, abraçando pela fé a Cristo Jesus que nasceu em Belém, de pagãos
que éramos, nos tornamos Povo de Deus – Jesus é, com efeito, a salvação
de Deus Pai – e vemos com nossos próprios olhos o Deus feito homem. E
porque vimos a presença de Deus e a recebemos, por assim dizer, nos
braços do nosso espírito, somos chamados de novo Israel. Todos os anos
celebramos novamente esta festa, para nunca nos esquecermos daquele que
um dia há de voltarVimos sua estrela... Viemos adorá-lo!
Neste Domingo, a
Igreja no Brasil celebra a Solenidade da Epifania do Senhor, aquela
conhecida pelo povo como Festa de Reis. A palavra epifania significa
manifestação.
Desde
a antiguidade, esta festa é importantíssima para a fé dos cristãos – no
Oriente (o Oriente cristão é a parte oriental do antigo Império Romano e
as regiões que sofreram sua influência: Grécia, os países da Península
Balcânica, a Rússia e seus vizinhos e os cristãos do Oriente Médio)
chega a ser mais solene que o dia do Natal: guiados pela luz do Menino,
os magos, pagãos estrangeiros, vêm de longe para homenagear o
Recém-nascido. A narrativa do Evangelho de Mateus quer deixar claro
desde o início que o Menino veio para todos; nas palavras do evangelho
de Lucas, este Recém-nascido é “luz para iluminar as nações” (2,32).
Pela luz da estrela, o Salvador se manifesta a todos os povos da terra.
Os
Magos, essas figuras misteriosas, têm muito que dizer ao mundo atual, a
nós. Eles saem de suas terras distantes, saem de sua lógica, abandonam
como que a sua comodidade e deixam-se guiar pela estrela do Menino. Essa
estrela não é um astro qualquer, não tem uma luz como os outros corpos
celestes, não pode ser percebida por astrônomos ou capturada por
potentes telescópios. Nada disso! Essa estrela, luz do Menino, somente
pode ser percebida pelos humildes de coração, pelos que sinceramente
buscam a Deus; ela brilha no coração de cada ser humano que não se fecha
para o Mistério: os Magos, com um coração aberto e humilde, viram-na e
seguiram-na, deixando sua terra, sua vida... Herodes e Jerusalém, no
entanto, não a enxergaram! Para enxergar a luz desse astro é necessário
um coração disponível, um coração sem presunções... Como o excesso de
luminosidade artificial esconde as estrelas nos céus de nossas cidades,
toda autossegurança e presunção humanas, escondem a luz do Menino do
olhar do seu coração.
Na
estrela do Deus nascido da Virgem aparece claramente que o Altíssimo
deseja a salvação de todos, que ninguém fica fora do seu chamado, do seu
apelo à salvação: “Toda terra, toda gente viu a salvação do nosso
Deus!” – é assim que a Igreja canta na solene Epifania. No seu Filho
Jesus Cristo, Deus chama toda a humanidade à salvação, Deus bate a porta
de cada coração humano. No entanto, com certa desilusão, constatamos
que nossa sociedade tem se fechado para a luz do Menino.
O
século XXI chegou e encontrou uma humanidade com um coração fechado
numa civilização com seríssimos traços de morte (como aquela que
Herodes, fechado para a luz do Menino, provocou aos inocentes): a
impiedade, o descaso por Deus e seus preceitos, a falta de
reconhecimento da dignidade humana, sobretudo dos pobres e desvalidos,
dos anciãos, daqueles que ainda estão no ventre materno, das crianças;
outros sinais de morte são a divisão injusta e brutal das riquezas entre
países ricos e pobres, a fome crônica em tantas nações, a perversa
distribuição da riqueza do planeta, a permissividade sexual, a
destruição da família e de seus valores, a desorientação da juventude, a
tirania dos meios de comunicação, o consumismo desenfreado, o
endeusamento pueril da tecnologia, o violento processo de desumanização
nas grandes cidades, a proliferação consumística de seitas e
crendices... Tudo isto, sem querermos ser negativos, revela um coração
humano fechado para a luz do Menino, um coração humano que pode,
tragicamente, como Jerusalém e como Herodes, não enxergar a luz que
brilhou.
Talvez
nunca, como em nossa época, o homem sentiu-se tão fechado em si mesmo,
tão autossuficiente... Por isso não pode ver a luz do Salvador. Para
vê-la, é necessário ser pequeno, é necessário deixar, é necessário
partir a caminho, procurando o Rei que nasceu... Foi isso que os Magos
fizeram – e por isso “alegraram-se imensamente” (Mt 2,10). O coração
humano somente pode alegrar-se de verdade, de modo consistente e pleno,
quando se deixa iluminar pela luz do Cristo. Aí sim, a vida ganha um
novo sentido e a existência revela sua verdadeira significação. Eles
seguiram a luz com humildade, coragem e confiança, eles se alegraram com
o Menino, pois atingiram o Deus inatingível... Finalmente, eles
“regressaram por outro caminho” (cf. Mt 2, 12). Isso mesmo: ninguém que
encontre a luz do Menino, ninguém que por ele se deixe iluminar volta do
mesmo jeito, pelo mesmo caminho!
A
cada início de ano é comum o augúrio de feliz Ano Novo... Há poucos
dias atrás era isto que nos desejávamos reciprocamente... Mas, para que
tais votos não sejam somente palavras é necessário que a humanidade –
que nós – mude de rumo, de caminho. Quem dera que cada e a humanidade
como um todo se deixasse guiar pela luz do Menino, encontrasse na sua
luz a alegria e mudasse de caminho! Quem dera!
Sejam
esses nossos sinceros votos neste início de novo tempo, neste 2012,
recém-nascido como o Deus-Menino a quem a Sempre Virgem deu a luz na
noite fria de Belém!
fonte: http://costa_hs.blog.uol.com.br/
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